NOTA DA REDAÇÃO: SOBRE O “1H OU MENOS”

Sabemos que muito do que rola do mercado de games, de quadrinhos, de filmes e de séries tem prazos e urgências, e isso gera certa ansiedade entre nós, os fãs. É normal, pois todos queremos saber das novidades ASAP – e participar das discussões sobre elas, inclusive.

Também entendemos que nossos colaboradores estavam cheios de vontade de escrever suas experiências iniciais sobre esse material novo. Primeiro pela simples vontade de testar tudo logo e expor suas opiniões. E segundo porque, ora, nós também somos fãs! Queremos participar das discussões, falar o que achamos e, com sorte, ter algum respaldo sobre isso.

É pensando nessa situação que resolvemos começar o 1H OU MENOS. Aqui nossos colaboradores são convidados a assistir, jogar ou ler o que há de novo no mercado por uma hora ou menos (AH VÁ!), e formar suas opiniões e expectativas à partir daí.

São análises menos técnicas, sem aquela metodologia científica (ou quase) que tentamos aplicar aos nossos textos, e mais da bagagem pessoal e das apostas individuais de cada autor.

Com isso, acreditamos ser possível abrir os tópicos de todos os temas no nosso radar a tempo de participar de cada discussão desde o seu início.

Esperamos que gostem!

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Post escrito por Alexandre Landucci.

UMA HQ DE MATAR

De boinha aqui no cemitério...

De boinha aqui no cemitério…

Pra começar, vou falar um pouco das 6 edições da HQ de origem que li para entender melhor a série.

Nos quadrinhos, a protagonista se chama Gwen, é coveira, solteira (até agora não existe nenhuma menção ao trabalho anterior da personagem), tem como amigos uma fantasma morta há mais de 40 anos, um Terrieromem (espécie de lobisomem só que na lua cheia, o sujeito vira um Terrier gigante) que trabalha com TI.

Suas “investigações” são por conta própria, e feitas na tentativa de encontrar seu lugar no mundo, etc.

VIDA NOVA NA TV

"GIVE ME SOME BRAAAAAINS!"

“GIVE ME SOME BRAAAAAINS!”

Na série, a protagonista se chama Liv, é médica legista, acabou de sair de um noivado (antes disso era cirurgiã residente em um hospital), tem como amigos seu companheiro legista, uma companheira de quarto além da presença constante da família. Suas investigações são verdadeiramente policiais e conta com a ajuda do detetive Babineaux.

O que isso quer dizer?

UAU! Praticamente duas coisas diferentes, não é mesmo amiguinhos? A CW, braço de mídia da Warner/DC pegou o conceito da serie e no hype de zumbis alterou praticamente tudo em relação ao quadrinhos original, pelo menos como apresentado no primeiro episódio.

Entendo que mudanças de mídia são necessárias, mas nesse caso não estamos mais falando de adaptação, mas de “inspiração”, já que praticamente tudo da premissa original foi mudado. Claro, que é possível que esses elementos mais fantasiosos acabem surgindo na trama, mas certamente não com a mesma cara dos quadrinhos.

Isso quer dizer que a estreia de  iZombie foi ruim? NÃO!

O primeiro episódio é divertido, leve e o conceito da série me agradou mais do que os quadrinhos, que ainda não me cativaram, mesmo depois de ler essas primeiras 6 edições. Talvez dessa vez os executivos tenham razão (ou não). É esperar pra ver.