Mesmo após horas me balançando pela cidade como Homem-Aranha no Spider-Man da Insomniac, ainda me pego empolgado com esse jogo.

Sempre que possível dou um jeito de inserir a nova aventura do spidey nas conversas com amigos sobre games, falo sobre os diversos detalhes que acabei não abordando na minha análise — para não ficar ainda maior do que ficou — e o quanto a desenvolvedora acertou com sua representação do aracnídeo.

E foi em uma dessas conversas que tive a ideia para este texto. Afinal, quais outros heróis e heroínas merecem um jogo para chamar de seu? Aqui vai a minha pequena lista e os motivos pelos quais acredito que esses personagens poderiam render boas adaptações:

VIÚVA NEGRA

Já faz alguns anos que em todas as conversas pré-E3 eu aposto que a Ubisoft vai anunciar o retorno da série Tom Clancy’s Splinter Cell. Enquanto isso não acontece, que tal controlarmos a nossa injustiçada Natasha Romanoff em um game de espionagem nesse estilo?

O jogo poderia misturar o stealth característico dos jogos protagonizados por Sam Fisher — que combina perfeitamente com as habilidades da vingadora — com as mecânicas de combate do próprio Spider-Man da Insomniac e dos Batman: Arkham da Rocksteady. Um meio termo entre essas referências seria perfeito, já que a Viúva é mais leve que o Morcego, mas não é tão ágil quanto o Aranha.

Além disso, a história do game também poderia beber da fonte de Splinter Cell e abordar conspirações governamentais — neste caso, envolvendo a S.H.I.E.L.D e a HYDRA — e ao mesmo tempo nos aprofundar no passado da personagem — coisa que o MCU fez porcamente até o momento.

CONSTANTINE

Um jogo protagonizado por John Constantine, o detetive de casos sobrenaturais da DC seria uma novidade muito bem-vinda para games de super-heróis, já que teria uma temática de horror e suspense — embora o personagem não se encaixe na definição de herói.

À princípio, imaginei um game no estilo de Alan Wake e Silent Hill. No entanto, pensando na questão da jogabilidade e no desenvolvimento dos personagens, acredito que um título desenvolvido pela Telltale seria uma boa opção para o personagem. Algo na linha de The Wolf Among Us, que tem uma pegada que mistura mistério e suspense com misticismo e sobrenatural.

E se rolasse mesmo esse jogo, eu seria a favor de chamarem o ator Matt Ryan para fazer o dublagem. O cara fez um Constantine bem legal na extinta série da NBC, e agora integra o Arrowverse da CW — e foi recentemente promovido para o elenco fixo de Legends of Tomorrow.

DEMOLIDOR

E por falar em Telltale, outro personagem que gostaria de ver nas mãos da desenvolvedora é o Demônio de Hell’s Kitchen, que nunca teve um jogo bom de verdade ao longo de sua carreira.

Eu até pensei que um título no estilo Arkham ambientado no mesmo universo que o do Aranha da Insomniac seria bem interessante para o personagem — inclusive, o game tem vários easter eggs do Diabo Vermelho. Contudo, seria quase impossível criar algo com personalidade própria, já que o game seria extremamente parecido com o do Homem-Aranha na jogabilidade e na ambientação — que tem Hell’s Kitchen em seu gigantesco mapa.

Um jogo da Telltale seria interessante porque nos daria a possibilidade de vermos não apenas o Demolidor em ação, mas também Matt Murdock. Assim como no Batman desenvolvido pela própria Telltale — onde as decisões tomadas como Bruce Wayne são tão ou mais importantes do que as tomadas como vigilante — seria bem legal acompanharmos as consequências das decisões tomadas na pele de Murdock — especialmente nos tribunais, exercendo sua profissão de advogado.

JESSICA JONES

O que vou escrever agora vai parecer contraditório, mas lá vai: diferente do Demolidor, acredito que um game da Jessica Jones ambientado no mesmo mundo do título do Aranha da Insomniac poderia ser bem interessante.

Explico: em Marvel’s Spider-Man, você passa a maior parte do tempo se balançando pelos prédios de Nova York. No entanto, sempre que você desce para a cidade — seja em missão ou apenas andando livremente — ela está viva: pessoas reagem à sua presença e aos crimes que acontecem nas ruas. Aproveitando dessa vivacidade da cidade “em terra”, Jessica Jones poderia viver suas aventuras. Diferente do Demolidor, cuja as habilidades de parkour o fariam andar pelas prédios de forma parecida com a do Aranha, Jessica tem poderes diferentes — como super pulo e força — que a fariam interagir com o mesmo cenário de uma maneira diferente.

O jogo da nossa Jessiquinha poderia se inspirar tranquilamente em L.A Noire, da 2K: uma história policial de investigação no melhor estilo Alias, as HQs de Michael Bendis que inspiraram a série da Netflix. Imagine que incrível seriam os interrogatórios com a heroína?

AVES DE RAPINA

Uma das coisas que senti falta nos jogos Arkham foi a possibilidade de controlar outras figuras do universo do Batman. Até entendo que, no contexto das histórias, acrescentar personagens jogáveis poderia tirar o protagonismo do herói.

Contudo, foi tão bom poder controlar a Batgirl em A Matter of Family (DLC de Arkham Knight) e a Mulher-Gato em Arkham City, que imagino como seria ter um game parecido, utilizando essas e outras personagens como protagonistas, numa espécie de versão das Aves de Rapina.

Aqui não tem segredo: é repetir a mesma mecânica dos títulos das séries, dando a possibilidade de controlarmos diferentes personagens para testarmos diferentes abordagens nas missões — como a Bartgirl, Canário Negro, Caçadora e Zatana. Quem sabe não poderia rolar também a participação de personagens como Asa Noturna, Robin, Besouro Azul e Pantera, não é mesmo?

E você, tem alguma ideia de jogo para um herói ou heroína diferente? Conta pra gente!