5 histórias do Batman que poderiam virar filme

Ou “a lição de casa do diretor Matt Reeves”
por: 18 de julho de 2017
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Nos últimos meses o filme solo do Batman do universo cinematográfico da DC passou por diversos problemas e mudanças. Após o afastamento de Ben Affleck da direção e do anúncio de Matt Reeves para assumir o cargo, a notícia da vez é a confirmação do próprio diretor de que a produção do longa vai recomeçar com um novo roteiro.

Pouco se sabe no momento o que isso significa para o filme em si — nem mesmo Joe Manganiello, anunciado há algum tempo como Exterminador sabe se ainda está nos planos da Warner. A única aposta segura é a de que Batffleck segue firme no papel do Homem-Morcego.

Por isso, fiz uma pequena lista com cinco materiais do herói que acredito que possam servir de inspiração para o filme de Reeves.

CAPUZ VERMELHO

A história do Capuz Vermelho (Batman: Under The Red Hood, no original) já foi protagonista de diversos boatos envolvendo o filme do Batman nos últimos anos. Não é pra menos: é uma ideia muito boa!

Para quem não conhece esse arco, o Capuz é um vilão cujas habilidades se equiparam com a do próprio Cavaleiro das Trevas — com a diferença de que o antagonista é um verdadeiro psicopata que traz o caos para Gotham ao assassinar os criminosos. Conforme a história avança, Bruce descobre a identidade do vilão (não vou estragar a surpresa para quem não sabe) e sua relação com ele torna-se extremamente pessoal.

O Capuz Vermelho tem uma relação especial com Bruce.

Como o Batman deste universo DC dos cinemas é experiente e já passou por muitos traumas, adaptar essa fase pode ser uma boa ideia para explorar melhor o passado desta versão do herói e também para criar uma jornada mais emocional para o personagem.

ARKHAM

A trilogia de games Arkham da Rocksteady (Asylum, City e Knight) e o título solo da WB Montreal (Arkham Origins) estão entre os materiais mais legais do Batman que coloquei as mãos nos últimos anos. Além da jogabilidade — que equilibra muito bem os combates com a exploração dos cenários e com o uso de gadgets à disposição dos jogadores — o que torna esses jogos tão especiais para mim são as histórias, que poderiam facilmente ganhar adaptações para o cinema.

Arkham Asylum, por exemplo, coloca o herói preso no famoso asilo para conter uma rebelião iniciada pelo Coringa. Seria uma oportunidade perfeita para mostrar diversos vilões do Batman sem a necessidade de criar backgrounds muito detalhados para cada um deles. Já Arkham City dá abertura para vermos vilões menos conhecidos do grande público, como Hugo Strange e Cara de Barro.

Cara de Barro nos cinemas? SIM, POR FAVOR!

E porque não adaptar Arkham Knight, que é uma releitura da história do Capuz Vermelho citada acima? Novamente uma oportunidade para mostrar mais do passado de uma versão do Batman já estabelecida no universo DC…

O LONGO DIA DAS BRUXAS

Se Matt Reeves quiser explorar o lado mais detetive do Batman, um material que pode servir de inspiração é O Longo Dia das Bruxas, um clássico dos quadrinhos assinado por Jeph Loeb e Tim Sale, dois nomes de peso das HQs.

Imaginem uma história na qual um misterioso serial killer coloca Gotham de cabeça pra baixo ao fazer uma vítima em cada feriado. Ninguém sabe quem está por trás desses assassinatos: nem a polícia, nem os vilões, e nem mesmo o próprio Batman. E assim, nosso herói corre contra o tempo para tentar desvendar esse mistério e impedir que mais uma pessoa perca a vida em uma data festiva.

Taí uma história que tira o melhor do lado detetive do Morcego.

Apesar de O Longo Dia das Bruxas mostrar um Batman nos primeiros anos de carreira, penso que adaptar essa história utilizando a versão de Affleck poderia dar muito certo. Afinal, após colocar diversos vilões atrás das grades — como Esquadrão Suicida mostrou —, seria interessante ver um herói já cansado tentando resolver um mistério “mais comum”, que exija mais do Batman detetive e estrategista e menos do Batman jegue que enfia a porrada na geral.

SILÊNCIO

A premissa de Silêncio (Hush, no original) bebe bastante da fonte de O Longo Dia das Bruxas — o que não é coincidência, já que Loeb também é responsável pelo arco. Aqui também temos um vilão misterioso que faz tanto o Batman quanto outros personagens de seu universo (como a Mulher-Gato, que tem uma relação muito bacana com o herói nessa saga) quebrarem a cabeça para descobrir sua identidade.

O grande diferencial dessa história é que o antagonista apelidado de Silêncio age imitando outros vilões do herói, o que seria bem possível de se reproduzir dentro da DC Filmes com o tanto de vilões que já foram mostrados em Esquadrão Suicida. Aliás, até mesmo o Superman tem uma aparição na HQ e, pra não dar spoilers, digamos apenas que o fato dos dois heróis já terem brigado antes em Batman V Superman facilitaria bastante uma possível adaptação.

Um vilão não tão conhecido, mas que abre o caminho para vermos diversas figuras importantes do universo do Morcego.

Com um mistério que traz o melhor do lado detetive do Batman, a presença de vários vilões sem a necessidade de mostrar a origem de cada um, uma relação bem desenvolvida com a Mulher-Gato e uma rápida participação do Superman (que dura bem menos do que 3h), eu pergunto: como não empolgar com uma ideia dessas?

A CORTE DAS CORUJAS

A Corte das Corujas é uma das melhores histórias recentes do Batman nos quadrinhos. Parte do selo dos Novos 52, a HQ de Scott Snyder e Greg Capullo conta a história do grupo que dá nome ao título, uma sociedade que existe desde os primórdios de Gotham agindo e comandando tudo pelas sombras.

Depois de tantos anos colocando vilões como Coringa, Arlequina, Crocodilo e Pistoleiro na cadeia, o quão interessante seria ver o Batman do Affleck lidando com o fato de que sua cidade não está protegida como ele imaginava? (ainda mais quando um assassino que faz parte da Corte começa a matar diversas personalidades de Gotham.)

Batman contra o assassino da Corte.

A Corte das Corujas é uma história que expande o universo do Homem-Morcego e o faz chegar ao seus limites ao apresentar um rival à sua altura. Não sei vocês, mas eu gostaria de ver uma adaptação que fizesse o mesmo nos cinemas.