Especial BGS 2017: Dragon Ball FighterZ

O jogo que os fãs do anime merecem
por: 12 de outubro de 2017
0 Flares Facebook 0 Twitter 0 0 Flares ×

O anúncio de Dragon Ball FighterZ durante a E3 2017 foi, sem dúvidas, uma das coisas mais incríveis do evento. Sou louco pelo anime desde criança, e desde o primeiro trailer divulgado na feira já estava decidido: esse jogo é cofre certo.

Por isso, nunca vou conseguir agradecer o suficiente a Brasil Game Show por ter dado a mim e a tantos outros fãs de Dragon Ball a oportunidade de colocar as mãos no game antes de seu lançamento — previsto para o começo de 2018, ainda sem data oficial.

A ansiedade era enorme, já que grande parte da mídia que testou a versão Beta do game rasgou elogios ao título da Bandai Namco desenvolvido pela Arc System Works. E essas pessoas têm razão. Dragon Ball FighterZ é realmente tudo o que estão dizendo por aí: lindo, dinâmico na medida certa, variado e divertido.

Visualmente o game é perfeito em sua proposta de reproduzir com fidelidade os traços do anime e do mangá. Acredite: mesmo que você já pense assim por ter visto os gameplays, de perto é ainda melhor.

Para quem, assim como eu, cresceu assistindo e lendo DB, é impossível não reparar que as poses e as movimentações de cada personagem foram muito bem reproduzidas. Da mesma forma que Cuphead é graficamente perfeito dentro de sua proposta de visual de cartoon antigo, Dragon Ball FighterZ também atinge a perfeição ao replicar as cores e os traços das obras originais.

POR SHENLONG! OLHA ESSE VISUAL!

Que o game estava bonito eu já sabia — mesmo sendo melhor ao vivo. Contudo, o que estava realmente curioso para conferir por conta própria era a jogabilidade. Afinal, uma coisa é assistir, outra coisa é jogar.

Além disso, preciso confessar que, mesmo achando tudo o que havia sido mostrado incrível, estava com um pouco de receio da dinâmica das lutas. Isso porque em alguns momentos a quantidade de personagens em tela — por conta do sistema 3 Vs 3 do jogo — somada à quantidade de elementos visuais, como os efeitos de destruição dos cenários, raios de energia e o Ki de cada lutador, davam a impressão de que o gameplay poderia ficar um pouco confuso em alguns momentos.

E graças a Kami-Sama meu receio não se confirmou! O jogo é MUITO dinâmico e as partidas são tão frenéticas que mal dá tempo de respirar. As trocas entre os personagens do time acontecem rapidamente e com um excelente tempo de resposta, assim como os golpes com assistência. No entanto, em momento algum essa dinâmica se torna um ponto negativo. O ritmo do jogo é impecável, e quem está com o controle em mãos consegue entender facilmente tudo o que está acontecendo à sua volta.

A quantidade de informações na tela não são um problema. O jogo é dinâmico na medida certa!

Além de um visual bonito e um ritmo equilibrado, o game apresenta uma boa variedade de estilos de luta. Goku é o personagem mais indicado para quem quer aprender a jogar por ser bem equilibrado. É como escolher o Mario em qualquer jogo do ex-encanador, seja ele de corrida ou de Tênis.

No entanto, com os outros personagens a variedade do jogo fica mais evidente. Trunks e Freeza, por exemplo, são boas escolhas para quem gosta de atacar a média distância. O saiyajin do futuro tem uma área alcance um pouco maior que os outros devido o uso de sua espada, enquanto o vilão tem a mesma vantagem por conta de sua cauda. Já Gohan em sua versão criança e Kuririn são pequenos e ágeis, ao contrário do Majin Boo que é mais pesado e lento — mas, em contrapartida, possui golpes devastadores!

Vegeta tem uma variedade de golpes especiais que fazem do orgulhoso guerreiro uma excelente opção para quem gosta de lutas a longa distância, enquanto os Andróides º16 e º18 são aconselháveis para quem prefere brigas com distância reduzida e mais agarradas.

Trunks usa sua famosa espada como arma: cada personagem tem um estilo de jogo.

Fazia muito tempo que não empolgava tanto com um jogo da franquia. A série Xenoverse tem uma proposta bacana e Budokai Tenkaichi 3 é muito bom, mas levar DB de volta à suas origens utilizando a perspectiva 2.5D foi uma escolha bastante inteligente. Não só pela questão da nostalgia, mas também porque a dinâmica na jogabilidade que este estilo proporciona somada a variedade apresentada pelos personagens podem ser os grandes diferenciais do jogo — principalmente no cenário competitivo.

Dragon Ball FighterZ me deixou arrepiado e emocionado. Joguei com um sorriso estampado no rosto e me diverti demais. É definitivamente o game que os fãs merecem e tem potencial para ir muito longe. Chega logo 2018!

[UPDATE – 23/10/17] A Bandai Namco anunciou que o game será lançado para Playstation 4, Xbox One e PC nos dias 26 de Janeiro e 1º de Fevereiro de 2018 no ocidente e no Japão, respectivamente. Além disso, foi divulgado parte do conteúdo da versão Ultimate do game, que contará com a trilha sonora e o Season Pass — que já chega com oito personagens adicionais.