O que esperar de: Power Rangers

O receio diminuiu e a empolgação aumentou com o segundo trailer
por: 19 de Janeiro de 2017
0 Flares Facebook 0 Twitter 0 0 Flares ×

Vamos ser sinceros: se tem um filme que está conseguindo empolgar e gerar receio na mesma proporção, é o novo Power Rangers. Por mais interessante que seja ver uma abordagem diferente para os heróis nas telonas, todos os materiais promocionais divulgados até o momento não davam muita segurança de que viria algo bom por aí.

Mas se o primeiro trailer não convenceu, o segundo mostrou a que o longa da Lionsgate veio:

Agora é oficial: estou empolgado para ver os Rangers no cinema, e vou dizer o porquê.

GO GO!

UMA ABORDAGEM DIFERENTE

Sei que tem muita gente por aí que não concorda comigo. Afinal, Power Rangers sempre foi um show para crianças. Mas vamos combinar que, se fosse para fazer um filme galhofa, não seria necessário uma nova versão para os cinemas, bastava assistir os live-actions da TV. Então, já que é pra fazer, que seja diferente!

Gostei bastante dessa pegada Clube dos Cinco que o filme parece ter pelos trailers, com personagens desajustados que encontram uns nos outros o apoio que nunca tiveram e que funcionam como equipe.

Pelos trailers, a dinâmica dos protagonistas parece bem interessante.

Essa construção de personagens que funcionam melhor em equipe do que individualmente pode criar uma ligação interessante com um público mais jovem, já que os trailers mostram diversos tipos de problemas característicos do gênero teen — como o bullying que Kimberly (Naomi Scott) e Billy (RJ Cyler) sofrem na escola, e relacionamentos complicados com a família, como Jason (Dacre Montgomery) e Trini (Becky G.) parecem ter. O que me leva ao próximo item…

PERSONAGENS MAIS PROFUNDOS

Lembro que, quando era criança, não me importava muito com Jason, Kimberly e os demais. Queria mesmo era ver o Ranger Vermelho, a Ranger Rosa e os outros heróis lutando contra os bonecos de massa. Passava o episódio todo esperando ouvir o famoso “É HORA DE MORFAR!” para me ajeitar no sofá e pegar o boneco vira-cabeça para brincar enquanto assistia.

Jason discute com o pai em cena do primeiro trailer: os jovens parecem ter mais problemas nessa versão.

Talvez fosse só comigo — ou talvez seja algo natural da idade querer ver só os momentos de ação —, mas o fato é que o diretor Dean Israelite parece preocupado em nos fazer gostar de cada personagem por quem eles são como pessoas antes de os vermos devidamente trajados e chutando bundas. Aqui, parece que as pessoas por trás dos capacetes realmente importam.

UMA MITOLOGIA RICA

Nada me tira da cabeça que a Rita Repulsa da Elizabeth Banks tem alguma ligação mais profunda com Zordon (Bryan Cranston) e os Rangers. Seriam eles os Rangers originais, ou a vilã roubou uma das Moedas do Poder? A roupa de Rita parece uma versão corrompida da nova vestimenta dos heróis, com texturas que lembram escamas (de Dragão, talvez?). Será um indício de que podemos esperar por Tommy e a história do Ranger Verde em uma possível sequência?

O passado da Rita pode detalhar melhor a nova mitologia.

Além disso, o fato dela dizer para Kimberly no primeiro trailer que já matou Rangers antigamente abre uma brecha para o filme criar uma mitologia a ser explorada não apenas neste longa, como também em suas possíveis sequências.

UMA ESTÉTICA BEM DEFINIDA

Tá, eu sei que o design dos uniformes não é lá grande coisa. Também sei que o Goldar parece o troféu do Globo de Ouro derretido, e que o Megazord parece um humanoide genérico, sem aquele aquele aspecto de robozão clássico de brinquedo dos Power Rangers.

No entanto, é inegável que que existe um conceito estético muito bem definido. Uma coisa é analisar a foto do action figure do Megazord no fundo branco, ou uma foto dos Rangers isolada. Outra coisa é ver esses conceitos coexistindo e funcionando como conjunto dentro do filme.

Kimberly, a Ranger Rosa em seu Zord: os elementos visuais funcionam melhor dentro do filme.

O novo trailer provou que, dentro de um contexto, os uniformes não são tão cafonas assim, e os estilos dos Zords, do Alpha e do Centro de Comando fazem sentido dentro da proposta de apresentar um design mais alienígena e orgânico.

DIVERSÃO!

A melhor coisa do segundo trailer de Power Rangers é que, ao contrário do primeiro, ele diverte. Não só pelas piadas e pelas interações entre os personagens, mas também pelas breves cenas envolvendo lutas corpo a corpo e os Zords em ação.

Mais dessa cena, por favor!

Sério pessoal, estamos falando de Power Rangers. O filme não precisa de um roteiro brilhante e atuações dignas de um Oscar. Ele precisa divertir. E se o longa for minimamente parecido com o que vimos neste trailer, já estou satisfeito.