Os melhores e os piores de 2016

Os favoritos e os mais odiados pela equipe Metagene em 2016
por: 24 de dezembro de 2016
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Todo fim de ano tem suas tradições: as decorações de Natal, os presentes (nem sempre…), a roupa de baixo colorida, o especial do Roberto Carlos™, encher o bucho de comida… e claro, as listas de melhores e piores do ano.

Com isso em mente, a equipe Metagene, como uma equipe do povo que respeita as tradições mais antigas e nem tão importantes da internet, se viu na obrigação de falar tudo o que merece ser lembrado de 2016.

E para você, qual o melhor e o pior do ano?

OS PIORES

BATMAN VS SUPERMAN (Barone)

Este foi, sem sombra de dúvida, o pior filme de super-heróis de TODOS OS TEMPOS, não só de 2016; um roteiro todo cagado aliado a atuações sofríveis e uma edição que deixou o que já era tenebroso sem pé nem cabeça dão a BvS o Troféu Chorumito 2016. Isso sem falar nos filtros de instagram e slow motions desnecessários de Zack Snyder.

A PIADA MORTAL (Dyego)

Quando decidimos fazer a lista dos piores e melhores de 2016, não tive dúvida na hora de indicar Batman: A Piada Mortal como uma das coisas mais horrendas do ano. A animação — que não só adapta a famosa HQ do Alan Moore, como também acrescenta uma história inédita à trama — objetifica a figura da Batgirl através de uma história cheia de decisões cagadas, como criar uma relação sexual entre a heroína e seu mentor e transformar a personagem em uma donzela imprudente a ser salva.

Em uma época na qual a HQ da Batgirl é um sucesso de vendas e atinge positivamente um público mais jovem — que carecia de personagens femininas que conversassem com a atual geração — A Piada Mortal não passa de um desserviço à heroína e uma piada de mau gosto.

BATMAN VS SUPERMAN (Henrique)

Falando de BvS, achar algo positivo sobre o longa é uma tarefa para campeões. A edição e o roteiro do longa sem dúvida nenhuma foram as coisas mais lamentáveis que vi esse ano. Eu diria que o roteiro do filme foi o início de todos os males, puxando daí todos os outros erros rudes de BvS. Porque ninguém quer ver um filme que só vai fazer sentido como um todo em sua versão estendida – e olhe lá! Típico caso de “deveriam voltar e fazer tudo de novo do zero”.

Não dá pra entender o que aconteceu com a DC esse ano. Conflitos de interesses dos grandes estúdios e executivos? Diretores e roteiristas ruins? Pressa para embarcar na hype de super-heróis? Um pouco de tudo isso, talvez. Mas ainda há esperança. Erros costumam ensinar mais do que acertos.

NINTENDO (Brunno)

Por mais que pareça absurdo um Nintendista ferrenho como eu colocar a Nintendo como Pior do Ano, exatamente por ser fã, senti que esse definitivamente não foi um ano muito bom pra Big N.

Uma grande quantidade de lançamentos irrelevantes, franquias esquecidas, e só uma guinada no fim do ano com o Switch e Pokémon Sun / Moon. Mas ruim mesmo foi pros donos de Wii U, que viram a morte lenta e dolorosa do console: cancelamento de alguns jogos já confirmados (Como Yooka-Laillee), adiamento de The Legend of Zelda – Breath of the Wild, e o recente recolhimento de todos os consoles das lojas nos EUA.

Eu realmente espero que a empresa tenha um excelente ano em 2017. Make Nintendomérica great again!

ESQUADRÃO SUICIDA (Allan)

Eu torço pela DC nas telas. Ainda acho que seu universo cinemático atual tem jeito. O Homem de Aço é bom, e Batman Vs Superman não é tão horrível quanto todo mundo diz — apesar de, sim, ser ruim, ainda mais com todo o potencial que ele tinha.

Por isso, e também por saber que as referências tinham tudo pra dar um bom caldo, apostava MUITO no Esquadrão Suicida. Ele poderia ter sido não só um sopro de esperança para o DCEU. Imaginava até que o sucesso de um Batman mais velho e violento, junto de um ótimo filme com vilões atuando como heróis, poderia dar um novo e interessante caminho para a DC em diversas mídias. Quem sabe até um retorno triunfal das animações da empresa, a volta do Batman Animated Series… Quem sabe.

Mas não foi. Ao invés disso, o filme foi uma bagunça vergonhosa, sem dúvida um marco negativo para a DC, para a Warner e para toda equipe do elenco e da produção envolvidos — especialmente para o Jared Leto, que fez todo um PR stunt em prol de si mesmo e do filme, incluindo desde declarações sobre técnicas usadas para encarnar o personagem à fotos e mais fotos de sua transformação no Instagram, tudo para acabar pagando o mico de nem aparecer direito com seu (falho) Coringa. Tudo muito triste.

OS MELHORES

THE FIREMAN (Barone)

Na minha modesta opinião (que é a que conta neste caso), Joe Hill escreve melhor que seu pai, Stephen King.

No seu último grande livro (literalmente, com 768 páginas), Hill aborda uma série de problemas sociais inerentes a qualquer sociedade civilizada, além de alguns assuntos mais pertinentes aos americanos, tudo embalado em um pacotão ficcional maravilhoso para nos mostrar que, na maioria das situações catastróficas, o pior que enfrentaremos serão os nossos iguais.

STRANGER THINGS (Dyego)

Stranger Things foi uma grata surpresa. Apesar de ter ficado curioso e empolgado com o trailer, não esperava que fosse gostar TANTO da série da Netflix como gostei.

Com uma trilha sonora marcante, personagens carismáticos e referências a obras famosas da cultura pop, ST fez com que eu me sentisse uma criança novamente ao resgatar aquele clima de aventura dos filmes de fantasia dos anos 80 e 90 que marcaram gerações.

A CHEGADA (Henrique)

Um filme que acompanhei desde os primeiros trailers, com extrema ansiedade, e que não me decepcionou nenhum um pouco. Pelo contrário, A Chegada (Arrival) me surpreendeu. Além de prometer uma abordagem diferente sobre invasões alienígenas — conversar, antes de explodir —, o longa se utiliza da Linguística como pilar central de toda a sua narrativa. Uma ciência específica mas muito mais relacionável com o público em geral de que a boa e velha Física. Não sei vocês, mas eu uso muito mais o português do que E=mc2 no meu dia-a-dia.

Apesar das mudanças decorrentes da adaptação, o longa faz sentido do começo ao fim. E isso foi lindo de ver.

OVERWATCH (Brunno)

A grata surpresa do ano, para mim, foi Overwatch. Nos últimos tempos, principalmente no cenário internacional de e-sports, o mercado se viu inundado de MOBAs.

Depois do recente sucesso de League of Legends e DOTA 2, parece que várias desenvolvedores tentaram entrar nessa brincadeira. Não que a Blizzard não tenha seu pé nesse gênero (com Heroes of Newearth), mas foi uma tacada de mestre reviver o estilo de jogo de Team Fortress 2 em um título bonito, com jogabilidade noob friendly e visuais incríveis. É como jogar e interagir com um filme da Pixar no início.

É totalmente merecido o recente prêmio de Melhor Jogo do Ano que Overwatch ganhou no Game Awards 2016. É o melhor mesmo.

HODOR! (Allan)

Tem um lado meu que acha válido falar de Rogue One, mas sinceramente? Seria o coração de fã falando mais alto. Achei o filme ótimo, porém não é nada perfeito, épico e inesquecível como tanta gente parece ter achado. Não vale um “Melhor do Ano”, não.

Fora que 2016 teve mais um monte de coisa: foi o primeiro grande ano do VR (nem tão grande assim), teve a febre de Pokémon Go!, e claro, impossível para um otaku declarado como eu não reconhecer os sucessos de alguns animes e mangás, como Mob Psycho 100, My Hero Academia, Orange, RE:Zero e Erased — dos quais eu já falei um tanto aqui no Meta.

Contudo, tem uma coisa que me marcou e me fez gritar muito mais que tudo isso, e foi o episódio de Game of Thrones em que vemos Hodor morrer. Ou melhor: o fato marcante foi, na verdade, a explicação dada para o nome que o brutamontes repetia sem parar. Quem, em qualquer Subreddit ou canal especializado em nerdices, conseguiria imaginar AQUILO?

Eu digo sem hesitar: quem me falar que já imaginava, ou que me disser que não URROU num misto de felicidade e tristeza com o tal episódio (especialmente com o momento em que Hodor segura o ataque de zumbis), ou está mentindo, ou então não sabe do que está falando.