Essa é a editoria do Metagene na qual a nossa equipe faz recomendações sobre o que consumimos durante a semana. Gostou da indicação? Então já sabe: Põe na Lista!.


ORDINARY WORLD

Essa semana entrei naquele buraco negro da nostalgia que todo mundo se enfia de vez em quando no Spotify. E, desta vez, acabei relembrando todo o meu amor por Green Day. Após ouvir vários hits da banda, uma música não tão conhecida por quem não acompanha os caras surgiu na playlist: Ordinary World, a canção escrita pelo vocalista Billie Joe Armstrong para o filme homônimo que ele próprio estrelou em 2016. Pois é: o vocalista do Green Day estrelou um filme! Como não lembrava de muita coisa do longa, resolvi assistir novamente.

Ordinary World (Mundo Ordinário no Brasil) conta a história de Perry (Billie Joe), um ex-guitarrista e vocalista de uma banda de punk rock que, cansado de sua vida calma e comum ao lado da família, resolve revisitar e (tentar) reviver o passado ao se reencontrar com seus antigos colegas de banda para planejarem uma baita festa para o seu aniversário.

Apesar do clichê do “homem branco em crise de (quase) meia idade que precisa fazer umas merdas pra valorizar a vida e a família que tem”, Ordinary World tem seu charme pela vibe filme independente engraçadinho e também pelo ótimo elenco, que tem nomes como Selma Blair, Fred Armisen, John Doman e Judy Greer. Além disso, para quem é fã de Green Day, vale conferir a atuação bem decente de Billie Joe em uma história que poderia facilmente ser a dele — caso sua banda não tivesse estourado nos anos 90. [Dyego Seminario]

FINAL FANTASY XIV: STORMBLOOD (Patch 4.4)

Ainda com força para durar muitos anos, Final Fantasy XIV está em constante expansão desde o seu lançamento. Aos já familiarizados, cada novo patch traz consigo uma nova energia aos guerreiros de Eorzea através de conteúdos frescos, mudanças e melhoras. Com o patch 4.4, lançado essa semana, Stormblood ganhou novas quests na campanha principal, duas novas dungeons, uma nova raid e vários outros conteúdos interessantes, como itens, cosméticos e minions. É uma atualização robusta, que escuta a comunidade e acrescenta muito ao já rico universo do jogo.

Final Fantasy XIV, apesar de alguns anos nas costas e já estar na metade da segunda expansão, se consolida cada vez mais como um dos melhores MMOs já feitos ao manifestar um fôlego imenso a cada nova atualização, com um cuidado constante da Square-Enix na manutenção do jogo e a sua comunidade massiva e consolidada. É um jogo extremamente convidativo aos novos jogadores (a quem nunca jogou vale a recomendação do free trial, onde o jogo é liberado até o level 35) e que ao mesmo tempo ainda se revela irresistível aos velhos.

Final Fantasy XIV dificilmente enjoa, com a sua quantidade praticamente ilimitada de conteúdo e suas atualizações constantes que sempre o fazem parecer como novo. E que venha o patch 5.0! [Carol Reis]

SORRY FOR YOUR LOSS

Em Sorry For Your Loss, primeira série do Facebook Watch (o serviço on demand da rede social), Elizabeth Olsen interpreta Leigh, personagem que pode ser descrita como uma pessoa com uma ferida aberta, dessas que parecem nunca chegar ao ponto de cicatrização. Viúva aos trinta anos, a jovem professora de dança se vê presa em um limbo de memórias e com dificuldades para se desprender de um passado aparentemente perfeito e aceitar seu próprio processo de luto. Leigh sente raiva da família, dos amigos, do mundo e principalmente de Matt, o marido que se foi.

Em seus primeiros quatro episódios — liberados nesta semana — a série consegue retratar o pós-morte com muita delicadeza e fidelidade ao que acontece no mundo real: lugares, objetos, frases e tantas outras coisas são gatilhos para lembranças e momentos mágicos que ficaram escondidos na memória, mas que em algum momento precisam voltar. Afinal, é necessário seguir em frente e (re)aprender a viver sem aqueles que se foram para sempre.

O mesmo vale para Amy (Janet McTeer) e Jules (Kellie Marie Tran, de Star Wars – The Last Jedi), mãe e irmã de Leigh, que apesar de também sofrerem com a falta de Matt, demonstram sensibilidade ao mascararem seus próprios sentimentos para que a protagonista não desmorone em seu processo de luto e aceitação.

Outra reflexão interessantíssima levantada na história é: as memórias individuais podem refletir e influenciar a nossa realidade? Afinal, será que conhecemos nossos entes queridos em todas as suas facetas? Os nossos comportamentos e discursos podem mudar quando trocamos de círculo social? Somos diferentes para nossos pais, irmãos, amigos e amores?

Sorry For Your Loss pode ser assistida (de graça!) através do Facebook Watch — que pode ser acessado através do seu desktop, smartphone ou SmartTV (saiba mais clicando aqui). Cada episódio tem em média 30 minutos de duração recheados de paletas frias e cenários tristes em uma Los Angeles comumente ensolarada e cheia de vida.

Vale cada minuto assistido e cada lágrima derramada. [Thai Bitencourt]